Avaliação da eficiência energética de uma residência unifamiliar em diferentes zonas climáticas de Portugal pelo RCCTE

Autor: 
Pedro Filipe Delgado Constantino
Orientador: 
Roberto Lamberts
Resumo: 

O setor dos edifícios é responsável por cerca de 40% do consumo da energia final na Europa. No entanto, estudos provam que mais de 50% deste consumo pode ser reduzido através de medidas de eficiência energética, o que pode representar uma redução anual de 400 milhões de toneladas de CO2 – o que satisfaria quase na plenitude o compromisso da União Européia no âmbito do Protocolo de Kioto.

Assim, os Estados-Membros da União Européia têm vindo a desenvolver um conjunto de medidas com vista a promover a melhoria do desempenho energético e das condições de conforto dos edifícios.

Em Portugal, o Decreto-Lei n.º 80/2006 de 4 Abril, Regulamento das Características de Comportamento Térmico dos Edifícios (RCCTE), indica as regras a observar no projeto de todos os edifícios de habitação e dos edifícios de serviços sem sistemas de climatização centralizados de modo que as exigências de conforto térmico, seja ele de aquecimento ou de arrefecimento, e de ventilação para garantia de qualidade do ar no interior dos edifícios, bem como as necessidades de água quente sanitária, possam vir a ser satisfeitas sem dispêndio excessivo de energia;

É nesse regulamento que este trabalho se baseia tendo como objetivo estudar a influência de clima, envolvente exterior, equipamentos de aquecimento e produção de águas quentes sanitárias e tendo em vista a obtenção de uma classificação energética de excelência

Se avaliou a eficiência energética do mesmo projeto para três zoneamentos climáticos distintos, em Portugal alterando em primeiro lugar a envolvente opaca exterior, seguido do tipo de envidraçados e dos sistemas de aquecimento e produção de águas quentes sanitárias.

Os resultados obtidos permitiram concluir que uma das zonas climáticas escolhidas é demasiado condicionante para regulamentar o projeto inicial; a alteração da espessura de isolamento térmico e do tipo de envidraçados afeta a eficiência energética de um edifício, mas para o caso estudado só depois da alteração dos sistemas de aquecimento e produção de águas quentes sanitárias se conseguiu obter uma classificação A+.

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