Estudo de caso de residência de energia zero baseada no regulamento energético de Portugal

Autor: 
Manuel Luís de Melo Magalhães
Orientador: 
Roberto Lamberts
Resumo: 

Cada vez mais o mundo se depara para a questão da eficiência energética dos espaços onde as pessoas habitam e trabalham. Estima-se que, na Europa, por exemplo, as pessoas passem entre 80 a 90% da sua vida dentro de edifícios.

Este trabalho propõe o estudo de diferentes soluções construtivas e de sistemas, de forma a se obter uma maior eficiência energética em um edifício já existente, reduzindo assim as necessidades energéticas do mesmo. Com a ajuda do Regulamento das Características de Comportamento Térmico de Edifícios (RCCTE) como ferramenta para avaliar e otimizar as necessidades energéticas da habitação, quer para o aquecimento, quer para o arrefecimento e produção de água, foram analisadas sucessivas melhorias ao nível da envolvente exterior, dos vãos envidraçados, da ventilação, de equipamentos de climatização e de preparação de águas quentes sanitárias (AQS) de forma a otimizar o máximo possível o desempenho energético do edificío. A habitação foi também equipada com um sistema de coletores fotovoltaicos para produção da energia elétrica necessária, pois com a entrada em vigor do DL nº 363/2007 de 2 de Novembro que veio regulamentar as instalações de microprodução de energia elétrica através de fontes de energia renováveis e a venda dessa energia à rede pública.

Estudou-se também o impacto dos equipamentos de climatização e de preparação das AQS, bem como influência da zona climática em que o edifício se encontra na classificação energética da edificação.

Cada vez mais é necessário que o setor imobiliário comece a marcar a diferença, oferecendo edifícios com base em arquitetura bioclimática e boas soluções construtivas, e dotados de sistemas de aproveitamento de energias renováveis. Assim poderão apresentar ao consumidor final edifícios cada vez mais eficientes e com certificados energéticos de elevada classificação, reduzindo a fatura a pagar ao longo da vida útil do edifício. Desta forma, todos saem ganhando: construtor, consumidor e, acima de tudo, o meio ambiente.

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