Potencial de economia de água potável por meio do uso de água de chuva em São Miguel do Oeste – SC

Autor: 
Felipe Martini
Orientador: 
Enedir Ghisi
Resumo: 

A água potável tem sido motivo de estudos em diversos países por estar escassa em diversos lugares no mudo, pois ela é um bem necessário à sobrevivência de todos os seres vivos. Para minimizar este problema, têm sido implantados sistemas de aproveitamento de água pluvial em diversas tipologias de edificações, porém nem sempre o dimensionamento do reservatório é feito adequadamente. O objetivo principal deste trabalho é determinar o potencial de economia de água potável através da utilização de água de chuva em diversas residências fictícias em São Miguel do Oeste – SC, através do Método Computacional, utilizando o programa NETUNO, e comparar os resultados com outros dois Métodos, prescritos em norma, o Método Azevedo Neto (Método Prático Brasileiro) e o Método Prático Inglês. O dimensionamento foi feito para a cidade de São Miguel do Oeste – SC, com dados de precipitação do ano de 2002. Para a introdução de dados no Método Computacional, foram feitas diversas combinações de variáveis necessárias para alimentar o programa, como área de telhado, número de moradores, demanda de água potável e demanda de água pluvial. Para achar o volume ideal, os reservatórios foram variados em intervalos de 500 litros, e o volume considerado ideal foi aquele no qual o potencial de economia aumentava 0,5% ou menos quando se aumentava o volume do reservatório em 500 litros. Feitas as simulações, os valores encontrados variaram de 2000 litros até 6500 litros para o Método computacional. No Método Prático Brasileiro o menor volume encontrado foi de 19228 litros, e o maior foi de 96138 litros, já para o Método Prático Inglês, o menor volume encontrado foi de 5723 litros e o maior foi de 28613 litros, valores muito acima dos encontrados pelo Método Computacional, cerca de 14 vezes acima para o Método Brasileiro e 4 vezes para o Método Inglês. Também foi feita uma análise econômica da instalação e utilização do sistema. Foram analisadas todas as 108 combinações, onde 11 foram consideradas economicamente viáveis, apresentando um período de retorno abaixo dos seis anos. Com isto fica visível que cada projeto tem suas peculiaridades, devendo ser feita a análise para cada caso, pois os valores encontrados para os volumes de reservatórios, períodos de retorno e custos podem ser muito diferentes, tornando o caso inviável.

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